O Benfica deixou escapar a conquista dos três pontos no Minho, ao empatar, ao final da tarde de sábado, na visita ao Famalicão (2-2), num jogo que foi válido para a 32.ª e antepenúltima jornada do escalão máximo do futebol português.
À entrada para esta partida, e fruto dos empates do Sporting diante de AVS e Tondela, a formação orientada por José Mourinho dependia apenas de si própria para segurar o segundo posto e manter ainda uma hipótese matemática de alcançar a liderança. Os primeiros 20 minutos de jogo em Famalicão pareciam indicar esse caminho, mas quando nem o capitão de equipa dá o exemplo, o caminho corre mal.
A partida parecia quase resolvida antes do tempo de intervalo. Com uma entrada a pressionar alto, a eficácia também esteve lá. Schjelderup abriu o marcador de penálti e, pouco depois, assistiu Ríos para o segundo. A vantagem era justa ao intervalo, mas antes do tempo de descanso já se tinha notado um Benfica meio que a desligar a ficha.
O Famalicão, por outro lado, cresceu face à menor agressividade e critério das águias e maior permissividade do adversário que pensou que o jogo estava ganho. O ponto de viragem surgiu logo no início da segunda parte. A expulsão de Nicolás Otamendi, após uma entrada despropositada, mudou completamente o rumo do encontro
Costuma-se dizer que quem tudo quer, tudo perde e o Benfica foi vítima disso. Mourinho foi rápido a retirar os homens da frente e a ‘montar’ o autocarro para defender o resultado. O Benfica recuou e muito as linhas e acabou por sofrer com isso. Mathias de Amorim reduziu as distâncias e o recém-entrado Umar Abubakar igualou a contenda.
O que se seguiu foi um Famalicão a mandar no jogo e o Benfica só não saiu derrotado por uma questão de sorte. No último suspiro da partida, Rodrigo Pinheiro atirou uma bola à trave e o esférico não entrou na baliza por uma questão de sorte, depois de ter batido nas contas do guarda-redes Trubin.
É certo que o se Benfica mantém dependente de si próprio na luta pelo segundo lugar, beneficiando da vantagem no confronto direto com o Sporting, mas há jogos com o Sporting de Braga e Estoril pela frente até ao fecho do campeonato, que prometem não ser nada fáceis para a equipa de José Mourinho.




