Foi no meio de muitas polémicas que o Senegal conseguiu vencer, na noite de domingo, a Taça das Nações Africanas, diante de Marrocos (1-0). Numa final disputada até ao último segundo, um golo de Pape Gueye, no prolongamento, acabaria por garantir o segundo título africano aos senegaleses.
Antes da festa existiram, porém, momentos de grande tensão no relvado, numa final que tanto deu que falar nas últimas horas.
O jogo, ao longo dos 90 minutos, foi sempre muito ‘quentinho’, até porque Marrocos jogava em casa, mas tudo se agravou no (longo) período de descontos – ainda antes de haver lugar ao prolongamento -, que se desenrolou no Estádio Prince Moulay Abdallah, em Rabat.
No total foram 24 os minutos de compensação dados pelo árbitro congolês Jean-Jacques Ndala, que, inicialmente, havia dado indicação de apenas oito. Passemos às explicações.
Minuto 90’+2
Golo anulado ao Senegal. O árbitro entendeu que existiu falta sobre Hakimi e anulou o golo de Seck. Decisão discutível.
Minuto 90’+5
Penálti (discutível) assinalado a favor de Marrocos. Brahim é agarrado, ao de leve, na grande área e o árbitro assinala castigo máximo. Esteve a ver as imagens do VAR durante três minutos e manteve a decisão.
Minuto 90’+8
Inconformado com a decisão do árbitro, o selecionador do Senegal, Pape Thiaw, ordena aos jogadores que abandonem o campo em forma de protesto. No entanto, Sadio Mané, capitão de equipa, permanece no relvado, talvez com medo das eventuais consequências de tal gesto. Depois de 15 minutos, o avançado do Al Nassr consegue trazer de volta os jogadores que haviam seguido as ordens do treinador.
Ao mesmo tempo, polícia e adeptos do Senegal protagonizaram uma tremenda confusão nas bancadas, com troca de agressões. Mais uma cena lamentável.




