Freddy Adu concedeu, esta segunda-feira, uma extensa entrevista ao portal Goal, na qual ‘abriu o livro’ a propósito do tão badalado ‘salto’ para o futebol europeu, em 2007, pela porta do Benfica, onde não foi, no entanto, capaz de colocar em prática todo o potencial que lhe era augurado, nos Estados Unidos da América.
“A primeira vez de que me apercebi [que seria possível ter sucesso, no futebol] foi ao jogar na MLS. Foi fantástico. Estava a viver o meu sonho, enquanto jogador profissional de futebol. Mas foi quando assinei com o Benfica, meti um pé fora do avião e, depois, entrei no terminal do aeroporto e vi, simplesmente, milhares de adeptos todos juntos lá fora, a cantar… Foi aí que se tornou real, para mim”, começou por afirmar.
“Foi aí que pensei ‘Oh meu Deus, isto é de loucos’, porque nunca tinha vivido nada como aquilo. Por isso, nessa altura, eu pensava ‘Oh, wow, isto é real’. É aí que começas a pensar ‘Oh, mano, tens de estar à altura, nesta equipa, agora, porque isto é de loucos’. Eu não estava à espera. Não fazia ideia”, prosseguiu.
“Na América, quando viajas, mesmo quando és conhecido, vais a algum lado e nada daquilo acontece. Limitas-te a passar pelo aeroporto, com tudo tranquilo, chegas ao teu carro, entras e vais-te embora. Lá, eu nem sequer conseguia mexer-me um centímetro. Foi apenas… wow. O ambiente era de loucos”, completou.
Freddy Adu explicou, ainda, aquilo que mais o entusiasmou, na Luz: “Os adeptos, os cânticos, o volume, a paixão… No Benfica, isso foi fantástico. Foi, simplesmente, de loucos. Só quero dizer que era exatamente como eu tinha imaginado, ou como via, na TV, quando era criança. E foi fantástico”.
“Os cânticos, as bandeiras a agitar, a paixão… Oh, foi fantástico. Foi a coisa mais porreira do mundo, para mim, porque só pensava ‘Não consigo acreditar que isto está a acontecer, neste momento. Isto é a coisa mais porreira'”, concluiu o avançado de ascendência ganesa, atualmente, com 36 anos de idade.
O percurso de Freddy Adu
Natural de Tema, no Gana, Freddy Adu deu os primeiros passos no mundo do futebol ao serviço do DC United, de onde partiu rumo ao Real Salt Lake, em 2006, e, no ano seguinte, ao Benfica, a troco de uma verba na ordem dos 1,5 milhões de euros, sob grandes expetativas, fruto do entusiasmo que se gerava em seu redor.
No entanto, a verdade é que a passagem pela Luz acabou por não correr como o próprio pretendia, visto que disputou apenas 21 jogos oficiais (com cinco golos pelo meio), antes de passar por empréstimos consecutivos a AS Monaco, Belenenses, Aris e Caykur Rizespor, antes de terminar contrato e sair, a ‘custo zero’.
Daí em diante, ‘aventurou-se’ por Philadelphia Union, Bahia, FC Jagodina, KuPS, Tampa Bay Rowdies, Las Vegas Lights e Orsterlen FF, onde acabou por colocar um ponto final na carreira, em 2020. Pelo meio, representou, ainda, por 17 vezes a principal seleção norte-americana, pela qual marcou dois golos.




