Gabby Agbonlahor disse acreditar, esta segunda-feira, que os dias de Ruben Amorim no Manchester United estão contados. Na antena da talkSPORT, o antigo avançado inglês analisou o atual momento dos red devils, após uma nova derrota, desta vez diante do Brentford, e apontou para o quebrar da relação entre o treinador português e os jogadores.
“Como coletivo, é inaceitável que o Manchester United esteja a perder jogos. Nunca aconteceu isto. Quando o United perdia um jogo nós ficávamos: ‘Uau, eles perderam um jogo’. Isso não acontece muitas vezes. Agora, já perderam três jogos em seis. O registo de Amorim é de 34 pontos em 33 jogos. Podemos ficar aqui sentados durante 20 minutos a falar sobre os maus registos do reinado de Amorim. Foi a mesma coisa com o Ten Hag e mesmo antes disso. Há algo de errado com o clube”, começa por dizer Agbonlahor, antes de abordar diretamente o futuro de Amorim.
“Acho que está selado, porque os jogadores parecem assustados por jogar pelo Manchester United. Os jogadores não correm pelo treinador. Bruno Fernandes, o capitão, não corre para trás. Aconteceu por tantas vezes no último fim de semana. Eles parecem perdidos. Há alguns jogadores para quem o Manchester United é demasiado grande para eles. Todas as temporadas é isto. Está a ficar cansativo olhar para este Manchester United”, vincou a lenda do Aston Villa.
Tal como a grande maioria dos críticos, também Gabby Agbonlahor mostra-se desagradado com a “teimosia” de Ruben Amorim em relação ao sistema tático utilizado – o famoso 3x4x3 – apontado como principal erro o facto de estar constantemente a mexer no trio de centrais.
“É muito difícil. Os médios e o atacantes podem entrar e influenciaram o jogo de forma imediata. A posição mais difícil para entrar e apanhar o ritmo do jogo é a de defesa central. E já ouvi o Rio Ferdinand, que foi central, a dizer o mesmo. E ele está sempre a metê-los, como se tratassem de avançados para ganhar o jogo. 60 minutos de jogo e aí vamos nós: entra o Yoro e sai o Maguire. Ele continua a fazer isto e ouve o ruído à volta, mas até o treinador mais teimoso muda o sistema quando não funciona. É muito teimoso”, rematou o antigo internacional inglês, atualmente com 38 anos.




