Lisandro Martínez não escondeu, este sábado, a desilusão face à maneira como foi tratado por Paul Scholes e Nicky Butt, ‘lendas vivas’ do Manchester United, quando fizeram o lançamento do tão aguardado dérbi com o Manchester City, no podcast que lançaram junto, intitulado ‘The Good, The Bad & The Football‘.
Nicky Butt afirmou que Erling Haaland seria capaz de “pegar Martínez e correr com ele”, tratando-se como se fosse “uma pequena criança”, em jeito jocoso, referindo-se ao facto de medir 1,75 m, contra os 1,95 do internacional argentino. Paul Scholes, por seu lado, sugeriu que este poderia “atirá-lo para dentro da baliza”, quando marcasse um golo, o que levou a um desabafo por parte do próprio internacional argentino.
“Honestamente, ele [Paul Scholes] pode dizer o que bem lhe apetecer. Eu já lhe disse que, se ele quiser dizer-me alguma coisa, pode vir ter comigo sempre que quiser, seja a minha casa ou onde for, não quero saber”, começou por afirmar, em declarações prestadas na zona de entrevistas rápidas da estação televisiva britânica BBC Sport.
“Eu respeito este tipo de relações, quando querem ajudar o clube, porque qualquer um pode falar na televisão, mas, quando os vês aqui, cara a cara, ninguém nos diz nada. Na verdade, eu não quero saber o que ele dizem-me. Limito-me a colocar o foco sobre as minhas prestações e as da equipa, e darei tudo por este clube até ao meu último dia”, acrescentou.
Lisandro Martínez, recorde-se, chegou ao Manchester United no verão de 2022, proveniente do Ajax, a troco de uma verba próxima dos 60 milhões de euros. Desde então, foi utilizado num total de 102 jogos, ao cabo dos quais assinou três golos e três assistências, assumindo tamanha preponderância que foi ‘promovido’ ao lote de capitães.
“Isto é o sangue do Manchester United”
Lisandro Martínez apontou, ainda, a ligação com os adeptos como o principal ‘segredo’ para a vitória alcançada pelo Manchester United sobre o Manchester City, em Old Trafford, por 2-0, na sequência dos golos da autoria de Bryan Mbeumo (a passe de Bruno Fernandes) e Amad Diallo, aos 65 e 76 minutos de jogo, respetivamente.
“Tem a ver com a ligação, com a maneira como os representamos em campo. Se eles nos virem a lutar desta maneira, estarão connosco. Por vezes, as nossas exibições não foram as melhores, e eles esperam uma boa atitude da nossa parte, com entradas… Isto é o ADN, o sangue do Manchester United”, refletiu.
“Por vezes, eu consigo mesmo percebê-los, porque é como se pensasse ‘O que é que estamos a fazer aqui?'”, completou, na sequência de um dérbi ‘escaldante’, que isolou, provisoriamente, os red devils no quinto lugar da Premier League (o último que vale o acesso às competições europeias), com 35 pontos conquistados ao cabo de 22 jornadas.
Agora, a equipa orientada por Michael Carrick (o sucessor interino do treinador português Ruben Amorim) vira todas as atenções para outro ‘teste de fogo’, desta feita, perante o Arsenal, que está agendado para as 16h30 (hora de Portugal Continental) do próximo domingo, dia 25 de janeiro, no Emirates Stadium.




