O Sporting deixou para trás a derrota sofrida, a meio da semana, no Estádio José Alvalade, ante o Arsenal, por 0-1, no encontro da primeira mão dos quartos de final da Liga dos Campeões, e regressou, ao início da noite deste sábado, aos triunfos, ao levar a melhor sobre o Estrela da Amadora, no Estádio José Gomes, por também 0-1.
Daniel Bragança marcou, aos 59 minutos, o golo que fez a diferença a favor dos leões, e que mantém ao rubro, não só a disputa pelo título de campeão nacional, como também a da manutenção, numa altura em que restam apenas cinco jornadas por disputar (seis, no caso dos detentores do troféu, que têm em atraso o tão badalado jogo com o Tondela).
Aqui há gato
Tal como se esperava, o Sporting entrou ‘mandão’, procurando impor o seu futebol, mas a verdade é que o primeiro sinal de aviso até pertenceu ao Estrela da Amadora, quando, logo ao oitavo minuto, Ianis Stoica ganhou o duelo individual, primeiro, com Iván Fresneda, e, depois, com Eduardo Quaresma, antes de cruzar para Eddy Doué, que falhou o alvo.
Isto foi, de resto, o melhor que os tricolores conseguiram fazer, no primeiro tempo. Daí em diante, só se viram leões em campo. Ou melhor, leões… e um gato. Isso, leu bem, visto que foi precisamente um invasor de quatro patas que chamou todas as atenções, quando, à beira do intervalo, invadiu o relvado, obrigando a uma interrupção momentânea.
Insólitos à parte, domínio não faltou a um Sporting que, no entanto, pecou, invariavelmente, na definição, exagerando nos chamados ‘rodriguinhos’ sem nunca criar lances de real perigo. Aliás, a melhor ocasião pertenceu a… Stefan Lekovic, que, na tentativa de aliviar um cruzamento, por pouco não desviou, de cabeça, para a própria baliza.
Pelo meio, houve lugar a um momento polémico, na grande área leonina, quando Ianis Stoica caiu, de mãos na cabeça, após um lance dividido com Iván Fresneda. No entanto, David Silva limitou-se a assinalar um pontapé de canto, de onde até resultou um remate de Eddy Doué que não passou muito longe do poste.
Daniel Bragança contra o sofrimento
Insatisfeito com o que estava a ver, Rui Borges mexeu, ao intervalo, lançando Georgios Vagiannidis para o lugar de Iván Fresneda. O cenário verde e branco não melhorou muito, é verdade… mas o suficiente para que o golo surgisse, de uma vez por todas, quando o cronómetro contava 59 minutos de jogo.
Após uma boa combinação no ataque, Francisco Trincão deixou a bola nos pés de Daniel Bragança, que, com um belo remate cruzado, fez a bola ‘beijar’ o fundo das redes à guarda de Renan Ribeiro, que bem se esticou, mas não tinha qualquer hipótese de impedir um tento que caiu que nem um ‘balde de água gelada’.
Ainda assim, os tricolores não se ficaram, e, aos 70 minutos, Max Scholze (a ‘meias’ com um defesa adversário) obrigou Rui Silva a uma defesa de excelência. Na recarga, Jovane Cabral ‘disparou’ para o desvio de Maxi Araújo e ficou a reclamar um castigo máximo, por suposta mão na bola, ainda que sem sucesso.
Aos 79 minutos, foi a vez de Geny Catamo ‘abrir o livro’, e desferir um magnífico remate que parecia destinado ao golo, mas que embateu teimosamente na barra, pelo que o marcador acabou por não sofrer qualquer outra alteração.
Feitas as contas, com este triunfo, o Sporting passa a somar 71 pontos, o que o deixa na segunda posição da tabela, a dois pontos de distância do líder, o FC Porto, e com cinco de vantagem sobre o terceiro classificado, o Benfica, numa das raras ocasiões ao longo dos últimos meses em que todos têm o mesmo número de jogos disputados.
O Estrela da Amadora, por seu lado, permanece com 28 pontos ao cabo de 29 jornadas, tantos quanto o Santa Clara, e é 14.º classificado do campeonato nacional. Uma boa notícia para o Casa Pia, a equipa que mora imediatamente abaixo da ‘linha de água’, com menos dois encontros realizados, e apenas menos três pontos.
Momento do jogo: O Sporting dominou o jogo, é verdade, mas denotou sérias dificuldades em criar lances de perigo. Aliás, Renan Ribeiro não teve grande trabalho até que, aos 59 minutos, Daniel Bragança lhe apareceu pela frente para, com um belo remate, ‘desatar o nó’, para alívio dos adeptos verde e brancos.




