Após muita especulação, Luís Filipe Vieira confirmou, esta terça-feira, a sua candidatura às eleições presidenciais do Benfica, em entrevista concedida à TVI/CNN. Dessa forma, o antigo líder máximo dos encarnados junta-se a Rui Costa (atual presidente), João Noronha Lopes, João Diogo Manteigas, Cristóvão Carvalho e Martim Mayer na corrida ao ato eleitoral agendado para o próximo dia 25 de outubro.
“As circunstâncias mudaram todas e a verdade é que vou ser candidato ao Sport Lisboa e Benfica. Tem muito a ver com o grande legado que deixei no Benfica. Nunca ninguém o fez. Deixei o Benfica com um património que nunca teve. Um património pago. Um clube com uma estrutura profissional devidamente organizada que era admirada em termos europeus. Deixei uma casa como nunca ninguém a deixou. Ao longo destes últimos quatro anos, tudo foi destruído, menos o património. Mesmo assim, o património não teve manutenção alguma e está bastante deteriorado”, começou por dizer, em conversa com Sandra Felgueiras e Joaquim Sousa Martins.
“Para quem liderou aqueles clubes tantos anos, tenho acesso a falar com muitas pessoas e algumas até me consideram como um pai. Vão dizendo aquilo que sentem… Não há dúvida que é bastante complicado ver o esforço que fiz e depois vemos que aquilo se está a deteriorar bastante gravemente até”, vincou de seguida Luís Filipe Vieira.
“A situação não é assim brilhante como as pessoas querem passar. Sou das poucas pessoas que tem o direito de dizer a verdade. O Benfica não tem estratégia. Já perdeu a corrida dos direitos televisivos. Deixei o Benfica com uma dívida de 80 ou 90 milhões de euros, mas com tudo liquidado. O que eu deixei para fazer foi no Seixal, que era o Colégio, o Hotel e a Estação do Seixal. O investimento tem de ser sempre feito. De resto, o que fez o Benfica?”, questionou o antigo presidente das águias.




